quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O SEGREDO É TER ATITUDE



Lucas é o tipo de cara que você gostaria de conhecer.  
Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer.
Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo:  
"Ah.. Se melhorar, estraga".
  

Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons o seguiam de 

restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato.
Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Lucas estava sempre dizendo como ver
o lado positivo da situação.
 
 
 
Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei:  
"Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo".  
"Como faz isso"?   

Ele me respondeu:  
"A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo:
- Lucas, você tem duas escolhas hoje: Pode ficar de bom humor ou de mau humor".  
Eu escolho ficar de bom humor".
  
 

Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher  bancar a vítima ou aprender alguma
coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo.
 
Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado
positivo da vida.  

"Certo, mas não é fácil" - argumentei.  

"É fácil sim", disse-me Lucas.
   
A vida é feita de escolhas.  
Quando você examina a fundo, toda situação sempre oferece escolha.  
Você escolhe como reagir às situações.  
Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor.
É sua a escolha de como viver sua vida.  

Eu pensei sobre o que o Lucas disse e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha.

 
Anos mais tarde, soube que Lucas um dia cometera um erro, deixando a porta de serviço
aberta pela manhã.  
Foi rendido por assaltantes. Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão
tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram
em pânico e atiraram nele.  

Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital.    
Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos
de balas alojadas em seu corpo.

Encontrei Lucas mais ou menos por acaso.
 
Quando lhe perguntei como estava, respondeu: "Se melhorar, estraga".

Contou-me o que havia acontecido perguntando:  
"Quer ver minhas cicatrizes"?
   
Recusei ver seus ferimentos, mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente
na ocasião do  assalto.
A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu.
    
Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei  que tinha duas escolhas:  
"Poderia viver ou morrer".
"Escolhi viver"!

 
Você não estava com medo? perguntei.    
"Os para-médicos foram ótimos".
"Eles me diziam que tudo ia dar certo e que ia ficar bom".    
"Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras,
fiquei apavorado".  
  
Em seus lábios eu lia: "Esse aí já era".    

Decidi então que tinha que fazer algo.  
"O que fez"? Perguntei.
   
"Bem. Havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas".  
Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa.  
Eu respondi: "Sim".  
Todos pararam para ouvir a minha resposta.
Tomei fôlego e gritei: "Sou alérgico a balas"!
    

Entre risadas lhes disse:
"Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não como um morto".    
Lucas sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas sua atitude é que os fez agir
dessa maneira. E com isso, aprendi que todos os dias, não importa como eles sejam,
temos sempre a opção de viver plenamente.   

Nenhum comentário:

Postar um comentário